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Saltos sem altos

Saltos sem altos

Weekend's mood

31.05.16, Ana sem saltos

Tudo de bom para dizer com estes dias obscenamente compridos, apesar do tempo andar meio esquizofrénico.

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 (jogar à macaca na rua às 9 da noite <3)

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(como este não sabe saltar - apesar de berrar de forma entusiasmada UM DÔ TÉÉÉ, agachar-se e depois esticar-se com as mãos no ar e sorriso babado de vitória, tudo isto sem tirar os pés do chão - rabisca os desenhos do pai)

 

O fim de semana passou-se calmo e na rua, como gosto aliás.

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 (pilhas este miúdo, não pode andar descalço com impressões naqueles dedos gordos que mais parecem perceves)

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Deu para passeios no parque, fugida da chuva, manhã na praia e tarde no jardim. Pelo meio, meia grade de mínis entornada à luz da lua enquanto os miúdos dormiam, e dia seguinte a limonadas e saladas. 

 

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 (#mataressacas)

 

Os miúdos começam a entrar numa fase em que, de repente, também temos vida para além deles. Conseguimos conviver no mesmo espaço e acabar uma frase (pequenina) sem sermos interrompidos. A sensação de liberdade é de tal forma extasiante que, bipolar como sou, e nestes dias longos e mornos em que acho que tudo é possível e a vida é maravilhosa, entusiasmo-me por breves milésimas de segundos e começo a pensar que bonito seria ter uma miúda ranhosa com laçarotes e folhos a partilhar a piscina com os irmãos...

 

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(depois lembro-me da cara dos meus filhos quando nasceram e passa-me instantaneamente este vipe suicida)

 

É impressionante o poder que o sol tem em mim. Toda eu fico esperança e vontade e energia. Totalmente oposto ao efeito do inverno, altura em que sou possuída por um demónio mandrião e deprimido de roupão felpudo e pantufas quentinhas...

Day off

27.05.16, Ana sem saltos

Sendo a maternidade/paternidade das coisas melhores que a vida tem, a verdade é que... Olhem, a verdade é que também é um derradeiro cansaço. Uma exigência constante de atenção e cuidados, e alimentação e banhos, e brincadeiras e conversas e arruma que desarruma. Mas olhem <3, não me perguntem porquê, porque não sei explicar de forma lógica, não há absolutamente lógica nenhuma nisto que vou dizer, mas a verdade é que compensa.

Isto para vos dizer que casal sem saltos aproveitou o feriado, empadeirou as crianças aos avós, e ála de se faz tarde rumo a 24 hora sem crianças. Saímos de Lisboa na quarta depois do trabalho diretos para uma esplanada à beira do mar ondulado de Nazaré. Meu Deus. A maravilha que sabe sentar o real rabo numa esplanada, ser surpreendida por um final de tarde que se adivinhava cinzento e afinal népias, um sol fabuloso, pedir uma imperial (e depois outra e só mais uma e ainda outra) e ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh..... sem interrupções, sem sustos de morte com quedas ou quase quedas potencialmente fatais, sem ter bolacha maria empapada no cabelo ou na camisola, e três copos partidos. Vocês que não têm filhos façam favor de dar valor a estas pequenas coisas da vida.

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À saída, já perto das 9, perguntamos onde poderíamos jantar, e aconselha-nos a senhora da esplanada a ir ao "Raimundo". Andamos e andamos, viramos na rua indicada, e depois de pedir indicações lá chegamos a um mini tasco, chamado "Rosa dos Ventos". Entramos a medo, e dissemos que estavamos à proura de um restaurante chamado "Raimundo".

- Sou eu! 

- Ah, achamos que o restaurante se chamaria Raimundo, engano nosso, era para jantar mas já vimos que não tem multibanco vamos só ali...

- AH PÁ era o que faltava, senta-te e come, nã pagas hoje pagas amanhã ou pá semana!

Maravilha de senhor, maravilha de ameijoas, juro, nunca comi ameijoas assim, mais bicho que concha, maravilha de sargo pescado há 1 hora, maravilha de tudo. 

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 No dia seguinte, típico dos típicos pelo menos comigo que reclamo aos deuses a falta de tempo para dormir, e o despertador que nem ao fim de semana varia muito das 6 da manhã, a verdade é que acordamos e ainda tivemos de fazer tempo para o pequeno almoço que era a partir das 8. Depois foi passear, e passear, e passear, e aidavaumdedomindinhoparavoltaraoontem...

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 (claro que ser casada com um deus grego torna a coisa ainda mais interessante. Bife do lombo do meu coração <3)

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 (obrigada Senhor, pelas ondas, pelo sol, e pelo dedo do meu marido na câmara)

 

Ana sem saltos comenta #1

24.05.16, Ana sem saltos

Todos os dias espreito as gordas das notícias online desta vida. E, neste estranho processo mental que é o meu, dou por mim a criar monólogos internos, ou pela notícia em si, ou pelos comentários que se seguem à notícia (verdadeiras pérolas muitas vezes). Decidi assim dar à luz a esta nova rubrica, que terá a periodicidade que eu entender, o tom (irónico, cómico, sério) que eu quiser, enfim, nada em mim é muito lógico ou regrado. Uma salva de palmas ao “Ana sem saltos comenta”.

 

Trago-vos hoje um tema de extrema relevância para a nossa sociedade. Mais. Para a humanidade.

Sabiam vocês que a pequena Sofia Sousa achou que devia aparecer em cuecas e soutien numa discoteca em Lucerne, na Suíça (na verdade não sei se é na Suíça se em França, a notícia menciona os dois)? É verdade, só vos digo, es-can-da-lo! E agora perguntam vocês: who the fuck é Sofia Sousa?

Pois não faço ideia. Mas a notícia diz que é uma figura pública e que apareceu destemida em diversas toiletes íntimas (ou melhor, em trajes menores, transcrevendo a notícia) no Facebook da dita discoteca. Corri umas quantas (são imensas) e a pequena Sofia, que parece ser uma ex concorrente da Casa dos Segredos (mas qual? A 1ª edição? Ou a 152ª? Se é para dar noticias sejam rigorosos pelamodasanta), é tudo de bom. Sensualérrima tal e qual menina de bar de alterne do Magoito. Pousa em diversos conjuntos por isso há quem especule que a menina estava a fazer publicidade à marca da lingerie, who knows? Irina, watch out, Sofia Sousa is inthehouse!

 

Depois há os comentários. O que eu me delicio com os comentadores online, pessoas cheias de moral e bons costumes, apedrejadas de opiniões super válidas e altamente sustentadas. Há uma senhora que acha “repognante”, e se ela acha, eu também acho. Acho do mais nujento mesmo.

 

Veja por vocês mesmo tudo aqui.

Por uma vida saudável (III)

24.05.16, Ana sem saltos

Já vos falei aqui da luta de titãs que ocorre lá em casa na tentativa de combater o amor eterno por açúcar do meu crianço mais crescido. O fascínio daquele miúdo por "coijasboas" tem de cómico o que tem de assustador.

Como já está numa idade em que conseguimos algum diálogo minimamente lógico, comecei por "atacar o tema" explicando-lhe que o açúcar é um veneno para o corpo. Mostrei-lhe inclusive um artigo que apanhei online e que tinha ilustrações dos malefícios da ingestão abusiva do açúcar. Sendo ilustrações sem "sangue" (mas que raio de fase é esta do miúdo que só quer saber de sangue e zombies?) ele fez-me um esgar incrédulo: Oh mãe... isso é a xinvir (fingir em salpiquez).

Só que não é.

Já me vai prometendo que vai passar uma semana sem comer coijasboas na troca de um brinquedo (promessa ainda por cumprir), e quando sabe de alguém doente pergunta-me se é porque só comeu porcarias - e eu digo-lhe sempre que sim.

Nesta altura do ano as coisas também se tornam mais fáceis, com a fruta a ganhar cores berrantes e sumos doces. Pede-me açúcar, enfio-lhe um alperce na boca...

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 Guerra em aberto, e eu a ganhar pontos :)

Vovó faz 92 anos

23.05.16, Ana sem saltos

E juntam-se duas netas para a homenagear: Uma com palavras, outra com imagem. :)

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Um dia Deus acordou de manhã.

Estava um dia inspirador, muito sol, muita luz, mar calmo e brisa morna. Um raro dia em que tudo estava em paz.

E Deus acordou, espreguiçou-se e olhou o mundo a seus pés. Se é verdade que as coisas até lhe estavam a correr bem, nesta harmonia milagrosa que é a vida, e a natureza, e o amor, naquele dia Deus sentia-se inspirado para algo mais. Então sentou-se, arregaçou as mangas e começou:

- duas colheres de beleza. Mas não é uma beleza qualquer. É aquela que fica e dura mais de 92 anos;

- três chávenas de fé, daquela fé que entra e fica, fecha os olhos e entrega, ama e confia;

- meio quilo de arco íris, porque não há alegria sem cor;

- 4 toneladas de amor, mas daquele que se multiplica mesmo quando se tem quase um século de vida.

 

Satisfeito Deus sentou-se e mexeu o caldeirão. Cheirava a jasmim e pão quentinho. Pegou naquela massa colorida e quentinha, fechou os olhos e entregou ao mundo a Vera, a mãe, a mulher, a avó, a bisavó. A nossa querida avó Vera.

Parabéns!

Quebrar a neura e em busca das calças de ganga perdidas

20.05.16, Ana sem saltos

Ontem num rasgo a roçar a neura, resolvi abalar à hora de almoço rumo à baixa. Tarde boa com sol e turistas, cartão de débito em punho, ia decidida a comprar umas t-shirts básicas, e uns jeans.

Entrei no colossal mundo da H&M no chiado, passeie-me um bocadinho, encontrei logo as t-shirts que queria e em promoção (love aquela linha be concious, mega algodão), e agora vai de procurar calças de ganga.

Não quero rasgões. Não quero #cinturadescaída#mostraorego#semprequepegonomaisnovo. Não quero skinnys que dão tromboses nas pernas. Quero só umas calças de ganga (e queria umas brancas também).

Ora não há. Há desfiados, esburacados, arranhados, com brilhantes, com manchas de lixívia, justas e justérrimas, curtas, mas calças assim daquelas normais, sabem? Nicles. Não há.

Não interessa nada. Vim feliz na mesma com uns básicos novos:

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Dizei-me boas almas, onde pode uma pobre rapariga comprar calças normais?

Post "eu com a mania que percebo de blogues"

19.05.16, Ana sem saltos

Marcas queridas.

Quando resolverem investir nesta coisa dos blogues, que isto é sem dúvida um mundo a explorar na publicidade, não atirem ao mesmo tempo parcerias/presses/ofertas para todas. Acontece lermos um, e depois outro, e ainda mais um, e dá-se o caso de às vezes as pessoas não saberem camuflar a publicidade (eu sou mais fã do asterisco em parceira com) e irrita, pelo menos a mim, vermos no mesmo dia o incrível fenómeno de todas se lembrarem que aquelas bolachas específicas são super fit e práticas e não saio de casa sem uma.

De nada.

(#juroquenãoédordecotovelosãoconselhosdeborla)

Dramas de ser fêmea

17.05.16, Ana sem saltos

São imensos. Mais de um milhão.

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 (por exemplo)

 

Para começar a natureza é machista. Então equipa os homens de músculos, força, e testosterona e depois nós é que passamos pela incrível e mensal guerra de ser bipolar e ter dores e chorar e rir e sentirmo-nos umas gordas magníficas e desconfortáveis e não podermos ir à praia e sabe-se lá o porquê de não morrermos absurdamente anémicas.

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Quando não estamos assim, quer dizer que estamos inchadas, elefantadas, enjoadas, com azia, pés inchados (se os virmos) nervosas, ansiosas, gigantes, felizes, medrosas, naquela fase que tem tanto de sublime como de terrífico que é gerar vida. Não é justo. Eles chegam, have fun, e o resto somos nós que fazemos tu-do.

Depois dizem que Deus não tem barba... yeah, right.

Mas vamos a coisas mais pequenas. Há um drama particular que me deixa louca varrida de nervos. 

Amigos e amigas, apresento-vos as minhas unhas:

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(querias!)

 

Se há coisa que reparo nas pessoas é nas mãos. Seja num homem ou numa mulher. Os olhos são o espelho da alma, mas as mãos tambem são.

Mas agora expliquem-me. Como se consegue ter as unhas arranjadas por mais de meio dia?? (Pergunta para pessoas que abrem latas, descascam peras, dão banhos, lavam loiça, abrem porta moedas com fechos partidos e desembrulham chupa-chupas) .

Não há nada mais irritante. Por norma tenho as unhas cortadas bem rentes e ponto. Ou se tem as mãos arranjadas, ou não se tem, de forma assumida e higiénica. Mas quando consigo arranjar tempo (tempo, esse motherfucker que não sei para que planeta emigrou) para as limar um bocadinho, pintar e deixar secar (isto pode ser uma verdadeira odisseia com miúdos pequenos), portanto uma vez de 3 em 3 meses, passam 6 horas e já tenho lascas de verniz arrancadas fora. 

Ensinem-me truques. Mas não me falem cá em gel ok?

Weekend's mood

16.05.16, Ana sem saltos

Realizamos sonhos meninos, sonhos! :)

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 (mãe, pede aí o bonecodonald's que eu tenho de despachar uns emails)

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 (vou escolher os anuncios mãe!)

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 (a mãe também veio contente do shopping)

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 (ahhh... voltar ao campo!)

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 (Obrigada mãe!!!)

 

 

 

Das coisas que me inspiram #3

13.05.16, Ana sem saltos

'Mor, filho, este não é para leres está bem? Sabes que te amo de coração. Vá fecha lá isto.

 

Mulherio que me lê, expliquem-me, O-QUE-É-IS-TO?

 

Eu não sou propriamente fã de homens gorila. Nem de homens de barba. Nem de homens de cabelo comprido. Este abençoado norueguês reune portanto tudo aquilo que eu não acho graça num homem. 

 

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 (hellloen babens, I'm ósóme, anden I'm fluffy withen animals)

 

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  (hellloen babens, I'm ósóme, anden I'm very deep and poethiquen)

 

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  (hellloen babens, I'm ósóme, anden I'm very heathen)

 

Jasus, tanta saúde, tanta tanta saúde.

Inspirem-se meninas. É sexta feira :)

(piqueno norueguês que anda para aí a arrebatar a net feminina, diz que se chama Lasse Matberg, e é tenente da marinha na Noruega. Abençoado sejas filho)

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