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Saltos sem altos

Saltos sem altos

Então e o que achas desta febre com o Pokemon GO?

22.07.16, Ana sem saltos

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(um Pikatxu - escreve-se assim?? - apanhado pelo mais velho) 

 

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 (outro Pikatxu - escreve-se assim??? - desta feita apanhado pelo mais novo)

 

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 (Um Pikatxu - escreve-se assim??? - a abraçar outro)

 

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 (a maior apanhadora de Pikatxus - escreve-se assim???. Para quê correr atrás de bonequinhos virtuais quando posso enlouquecer a correr atrás de dois mini Pokemons?) 

 

A sério mundo. Precisam mesmo de uma realidade virtual para sair à rua?

#quaseaisolarmenocampo #parasempre

 

Ser mulher vaidosa e mãe cigana. E um recém nascido com dois anos.

21.07.16, Ana sem saltos

Não tenho conseguido dedicar à escrita a energia (e tempo) que gostaria. Mas a verdade é que o verão, as crianças a crescer, uma nova área de trabalho com muito ainda para aprender, me têm desfocado do escrever.

Tenho vários temas para pôr em dia mas comecemos pelo mais interessante. Aliás, inédito.

Acreditem ou não, a minha vida, efetivamente, é recheada de coisas absolutamente extraordinárias, mas dizia eu, acreditem ou não, tenho um recém-nascido lá em casa que teve a ousadia de fazer dois anos. Juro. Imagine-se. Acabado de vir de mim, e faz-me dois anos assim, com a boca cheia de chocolate e dentes, pés descalços e tão imundos que viram arte, de fralda aos saltos num insuflável a bater palminhas a si mesmo. 

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 (isto foi tipo anteontem...)

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 (prova de felicidade número I - a evolução supersónica, recém-nascido de pé)

 

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(provas de felicidade número II - a evolução supersónica, recém-nascido com mais dentes que um tubarão branco)

 

Então é assim. Eu adoro, que adoro, ver bonequinhos pequeninos - nesta idade, então, que são bébes mas andam e cantam e caiem - todos empiriquitados penteados e perfumados. E assim de quando em quando, lá ganho uma coragem soberba, a resolvo aprontar os miúdos. Este foi um desses dias, então o miúdo é o anfitrião de tamanha festa, o mínimo era metê-lo todo betinho a receber os convidados. 

Ora a toilete durou coisa de 34 segundos. Quando se atirou de cabeça para dentro do insuflável, e depois de lhe puxar 14 vezes os calções para cima, todo ele suado, peganhento e estupidamente feliz, lá desisiti e vai de deixa-lo livre e solto - de fraldas. 

Eu não consigo. Aquilo que tenho de vaidosona comigo mesma, tenho de cigana com os meus miúdos. Gosto de os ver soltos, descalços, sujos a brincar. E quando faço o esforço para os "civilizar", a coisa nunca dura mais de uma hora, vá. Caguei. A única exigência com a qual sou ABSOLUTAMENTE intransigente com eles é que sejam felizes. Agora, de pés gorduchos descalços, e amanhã, de barba e pelo no peito.

(#estaimegemdofuturofez-mechorar. #paraimediatamentetempomaldito)

Nice

15.07.16, Ana sem saltos

O problema não é Nice, ou sermos todos Nice. O problema é que devíamos ser todos mundo, que não é só Nice, nem Bruxelas, nem Paris. Um mundo que também é Iraque, irão, síria, Quênia. O problema são todas as meninas desses países pelos quais não criamos hashtags, que são raptadas, vendidas, violadas diariamente. O problema são as bombas que lá rebentam todos os dias, de tal forma que já nem são notícia. O problema é perceber a raiz deste ódio que se mascarou de fé, que nos invadiu o ocidente, que nos recrutou de cá depois de estoirar tudo do lado de lá. O problema não é (apenas) o horror que aconteceu ontem em Nice, o problema é que esta guerra já começou há muito tempo. Mas só nos tocou agora. (Que mundo é este para o qual trouxe os meus filhos?)

Fomos longe. Portugal dos pequeninos foi tão mas tão longe.

12.07.16, Ana sem saltos

Numa euforia marcada pela esperança, os portugueses puderam finalmente festejar um campeonato, uma alegria que invadiu o coração de Barcelos além fronteiras.

Já aqui referi o meu desinteresse pelo futebol em geral, mas mete-se a seleção e toda eu sou fora de jogo, penálti, falta, cartão amarelo, e, claro, golo. Vibrei em todos os jogo, chorei com o (meu) Ronaldo, esse capitão apaixonado e apaixonante, tive vontade de os abraçar a todos, os reis tatuados do nosso Portugal.

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(NÃO CHORES PELAMORDEDEUS!!!) 

 

E depois é tão bonito ver uma nação unida, ainda que seja pelo futebol, who cares. Ontem Lisboa, Portugal e emigrantes decretaram ao som da voz do grade Eder (até domingo não sabia quem tu eras), FERIADO NACIONAL CA**LHO!

 

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(e partiemos MESMO! Arrefinfez vous!!) 

 

Consegui ir até à avenida ver passar a seleção, e, amigos, as perninhas se me tremeram toda a tarde, não sei que raio de sentimento é este que entra pelas veias a dentro e nos droga numa felicidade exaustiva. Na passagem do autocarro, o Quaresma sentado na borda da traseira  piscou o olho para a minha amiga que estava ao meu lado, e eu, em pura histeria, tentei fotografa-lo nesse momento:

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(a perna do Quaresma, o que se consegue em nervos)

 

Obrigada Seleção. Obrigada por nos tornares tão maiores que nós.

 

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(Ah. E não, não vou falar dos francius. Il's que se foutre, je me cague pour les fracius.)

 

 

Tout va bien mes amis

07.07.16, Ana sem saltos

Bicharada, Portugal, esse grande maroto, chefiado por Roni, outro grande malandreco, está nas finais do europeu.

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 (ou, como diria o meu roni, quesafoutre!)

 

E eu, que de futebol apenas sei que existe uma bola que não se pode tocar com as mãos, quando toca à nação valente e imortal fico ma-lu-ca. Maneiras que ontem lá vi o jogo em casa de coração apertadinho da silva , sugadita para não perturbar a rotina das crianças. Principalmente do mainovo. No intervalo deitei-o, ainda nós em 0-0, e de repente oh jasus, desatamos a jogar.

Agora façam assim, todos juntos comigo: Celebrem um golaço de cabeça de um ser madeirense e voador, ali mesmo na altura em que precisávamos de celebrar qualquer coisa, sem emitir qualquer tipo de som. Além de esquizofrénico, porque à falta de libertação de voz o instinto primário (e ridículo) é o de abanicar a anca aos saltinhos de punhos cerrados, é também deveras estranho, porque efetivamente é possível gritar em mute. Dá um bocado de falta de ar, doem  as têmporas, e também pode provocar alguns derrames oculares. Mas é possível, eu vos digo.

Final no Paris da França, BORA LÁ PORTUGAL!

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 (beijoquinha para todos vós, jogadores da minha seleção!)