Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Saltos sem altos

Saltos sem altos

95 Anos

21.05.19, Ana sem saltos
Farão vossas excelências IDEIA do que é completar 95 anos de vida? Darão vocês graças suficientes ao privilégio ABSURDO que é estarmos aqui? Saberão vocês, minhas chamuças de leitão, que um mais um pode perfeitamente dar 3098? Isto é muito simples. A minha vida tem uma espécie de lógica esquizofrénica. Se há muitas coisas que são fruto das minhas escolhas, outras são fruto de explosões imprevisíveis e completamente aleatórias. E é com base neste magnífico shake de a (...)

Sair com filhos

13.05.19, Ana sem saltos
Vocês não vão acreditar na BOMBA que tenho para vos contar.  É POSSÍVEL!!!!! (sair com filhos, leia-se). Dando uns passinhos atrás, sempre foi possível, atenção. Lá porque eu sou vagamente anhada, não quer dizer que não seja possível. Sempre saímos, mas não abusávamos, isto porque, além de dispendioso, valha-me Deus, A LOGÍSTICA era qualquer coisa de transcendente. Para além da logística, os meus adoráveis mini homens foram bebés, como dizer isto, irrequietos. (...)

Ter ou não ter mais filhos - eis a questão

08.05.19, Ana sem saltos
(Recebemos esta fotografia por whatsapp de um amigo com a legenda: "Ficam-vos mesmo bem deste tamanho! Pensem nisso!". Com amigos assim quem é que precisa de inimigos?)   Como sabe quem me lê, sou uma jovem idosa mãe de dois filhos, atualmente com 8 e praticamente 5 anos mas que mais parecem 12, rapazolas dengosos que me enchem a alma de pânicos, fúrias e estrondos de amor. (Recém nascidos soberbos que já não se afogam <3)   Ser mãe é sem dúvida, e apesar de todas as (...)

O desafio de educar (II)

16.04.19, Ana sem saltos
Prova dos diabos, 'migos, é o que vos digo. Não me canso de dizer que esta coisa de lançar no planeta terra seres bestiais, tem o seu se quê de quase diabólico. E isto porquê? Primeiro, porque o mundo não é suficientemente perfeito para eles. Aliás, na verdade, o mundo é uma valente m##*@, a partir do momento que eles nascem ganhamos uma noção assustadora do assustador que é o mundo. Devia ser todo almofadado, feito de núvens de algodão doce e Gandis em cada esquina a (...)

Escrever para não esquecer (II)

26.03.19, Ana sem saltos
_ Quando eu for quexido, e a mãe for munta velha eu vou pegar-te ao colo. _ Esquece, já te proibi de crescer. _ Nã, nã, eu vou ter XINCO ANOS. _ ACABOU A CONVERSA.  _ E depois xeis.. _ Mau... _ E depois tinta e xete... _ MANEL! _ Mas eu vou quexer.. _ XIU! ... _ Quando eu for quexido esta caja vai xer a minha cajinha. _ Qual? A nossa? _ Xim. _ Então e a mãe e o pai? _ Xei lá eu! (certo.)

O que muda depois dos filhos?

25.03.19, Ana sem saltos
Podia resumir este post com a mais sincera e completa resposta de todas. TUDO. (tidi) Mas como tudo é uma coisa relativa, detalhemos. Não julguem que vos vou falar de estrias, ou outras futilidades que tal. Ter filhos traz alterações muito mais profundas, vamos a elas. (#poderdaesfregona) 1. Noção do tempo Quando penso no decorrer da minha vida, o ritmo com que sinto a passagem do tempo é completamente desconexo. Parece que até ali à faculdade tudo demorou imeeeeeenso tempo, os (...)

Escrever para não esquecer (I)

22.03.19, Ana sem saltos
Ser mãe das criaturas mais bestiais deste universo e arredores tem muito que se lhe diga. Aquele cliché maravilhoso que diz que aprendemos muito com eles é mais do que verdade, é mote supremo de vida. Para além de todas as coisas que eles me ensinam diariamente (como sejam, não se diz palavrões, é possível aguentar 45 toneladas de areia num micromachine de 4 mm, o amor não se esgota, pelo contrário, multiplica-se feito praga, meter as mãos na terra pode ser assustador e (...)

Dia do pai

19.03.19, Ana sem saltos
Talvez seja por causa deste legado imenso que me persegue, mas estou rodeada pelos melhores.  O meu avô Ensinou-me a voar e a sonhar. Falou-me de beaufighters, da guerra, de esquilos e de Nossa Senhora. Rodava o meu corpo pequenino na piscina e levava-me a jogar golf quando na verdade era só um pretexo para apanhar bolas perdidas no campo. Oferecia-me chocolates fora de horas e nunca me negou um abraço (nem nada). Adormecia invariavelmente no sofá mas nunca ficava rabujento quando o (...)