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Saltos sem altos

Saltos sem altos

Assumidamente demodé

21.03.19, Ana sem saltos

(já usei esta expressão algures por aqui)

Não me interpretem mal. Ainda que morem dentro de mim 4 trolhas boçais amantes de minis e tremoços e 3 hippies descalços com terra nas unhas, sou mulher assumidamente vaidosona, daquele tipo insuportável que não sai de casa sem um rimelzinho, nem que seja para ir ao lixo. Se há coisa que anima esta alma por vezes confusa e triste é botar de um salto alto e um batom.

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MAS, nos entantos, há coisas que por mais que eu me esforce, pura e simplesmente não consigo entender. Sou, por isso, uma espécie de pindérica clássica, há modas que não me entram. Vamos a elas.

Unhas de gel

Se há uns tempos a coisa estava reservada a um nicho não qualificável como, enfim, aspiracional, de repente não sei que raio de voltas deu o mundo e virou O hit do momento. Há verdadeiros ateliers para garras, e, entendendo eu que aquilo possa ser classificado como obra de arte - a Vasconcelos é artista, ainda que não se entenda muita coisa - fica por perceber a capacidade, primeiro, de se sobreviver aquilo.

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Alguém me explica como é que a portadora de semelhantes dedos pega num filho sem lhe sacar o fígado ali ao primeiro amasso? Ou como é que escreve uma mensagem num Iphone, pronto, para quem não é mãe? Ou como é que coça o ombro sem virar Cristo?

Para além do que, epa, como dizer isto... É feio. Pronto.

Não entendo, por mais que me esforce.

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(Umas destas ainda entendia, já estou a ver todos os rodapés de lá de casa a brilhar <3)

Filtros

Não é do café, que desses sou fã.

Lembro-me de quando apareceram aquelas primeiras aplicações que as pessoas usavam, maioritariamente com os filhos, e de quando em vez partilhavam. Tudo com olhinhos de gato das botas, orelhinhas de urso, bigodinhos de coelho. Amoroso, achei que era daquelas coisas que pais desesperados punham no telemóvel para calarem uma birra monumental num jantar no Olivier. Só que afinal não. As pessoas APRESENTAM-SE por de trás daquelas máscaras, que ainda fazem vozinhas como se tivessem acabado de snifar 45 litros de hélio. Porquê? Se me dissessem que eram terroristas a esconder a identidade, vá, eu ainda perceberia. Não sendo... PORQUÊ, PESSOAS?

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Não vou falar daqueles que transformam um velho saco de peles acabado de acordar numa princesa da Disney maquilhada e sem rugas, que esses, bom, já envolvem ego e autoestima e são temas reservados a especialistas.

Mas, podendo eu que este espaço é meu, aqui vos digo de coração: aceitem-se e amem-se mais, pessoas. Eu sei que a pressão é imensa nesta globalização atualizada e partilhável ao micro-segundo, mas não cedam, SEJAM FORTES.

Como diz a Matinal, se eu não gostar de mim, quem gostará?

(o mantra do leite)

<3

(Vou transformar este post numa rúbrica. Agora só me lembro destes dois, mas eu sei que nos confins mais escondidos desta memória de orca idosa há mais coisas que agora não me estão a vir à mente.)

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