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Saltos sem altos

Saltos sem altos

Coisas que me alegram

02.08.19, Ana sem saltos

Seria perfeito estarmos sempre alegres, mas convenhamos, a vida é um palco, que é, mas nem sempre queremos ser palhaços. E a alegria/ euforia, palhaçadas à parte, é um estado momentâneo, ao contrário da felicidade, que não é estado porra nenhuma, é MOTE.

Podemos perfeitamente estar tristes na felicidade e alegres na infelicidade.

(Pensem nisto)

Acho que estar vivo, para além de ser o contrário de estar morto, é isto mesmo: um amontoado de antagonias e bipolaridades. Conformemo-nos com o facto de nem tudo ser explicável.

Posto este momento de introspeção, hoje venho falar de algumas das coisas que me deixam alegre. 

1. As óbvias

* Cerveja, claro está, e isto como apreciadora máxima deste incrível licor dos deuses.

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(a vida é bela com uma sagres, estou certa ou estou errada?)

* Um batom. Ui filhos, sabem lá o poder de um batom quando uma pessoa se sente esfrangalhada. Passamos automaticamente de alforrecas a secar há meio século numa duna para divas prontas para receber o óscar. 

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(uma mulher põe um batom e faz erase mental à cozinha toda desfeita lá atrás)

* Sushi. Não consigo explicar o poder que um salmão cru tem na minha pessoa, mas que me eleva o estado de espírito, ai isso eleva.

* Promoções no detergente da roupa. Nada me alegra tanto, então se calha acontecer no detergente e no amaciador EM SIMULTÂNEO, UI, xitex total!

2. As lamechas

* Adonis chegar a casa. Irritem-se à vontade, mas aqui está o momento áureo do meu dia. Totalmente dominada pelas minhas crias, massa ao lume, pé descalço, casa de banho inundada depois do banho das feras, e ele chega feito príncipe encantado para me salvar das neuras, da ditadura dos meus filhos, e de mim mesma, evidentemente.

* Ver a minha avó todos os dias. É uma benção que juro, faz-me chorar se penso muito nela. Chorar de alegria, leia-se.

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* Os sons da madrugada antes de todos acordarem. Amo de paixão a overdose de passarada pela manhã.

* Os meus filhos a rir. De preferência um com o outro, mas aqueles dois tipos de ADN estão na maior parte das vezes à bulha e, consequentemente, à mocada no meu coração de mãe.

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(SOU O PRIMEIRO A ENTRAR, NÃNÃ EU É QUE SOU, AI É AI É, OH MÃÃÃÃÃÃEEE!!!)

3. As estranhas

* O cheiro de um livro velho. Sei lá eu explicar isto, parece que lá fica um bocadinho de todas as almas que o leram. Ou isso ou gosto mesmo é de snifar pó. Também pode ser isso.

* Estrear uma esfregona nova. Caluda, só não sabe o prazer de uma maravilha destas quem não precisa de as estrear.

* Quedas. Desculpem, mas nada me faz rir mais do que ver alguém cair. Tipo a minha mãe a acenar ao seu povo em plena praia, e de súbito desaparece-me sugada por uma força anormal da gravidade alcatrão a dentro. Saltei para a salvar, juro-vos, mas fui ÀS GARGALHADAS. 

* Isto. Ámen a isto.

 

(até porque isto sou eu em pleno AGOSTO MAS ONDE É QUE ESTÁ O VERÃO ALGUÉM ME EXPLICA???)

 

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