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Saltos sem altos

Saltos sem altos

O papel dos avós na era moderna (e sempre)

13.03.19, Ana sem saltos

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(é mais ou menos isto)

Ah a viagem que eu fiz agora na memória... Casada de fresco, cheia de planos e vontades, a planear uma extensa família de 6 filhos...

<3

E eu, super sábia e capaz, sem entender a dependência dos pais que via de tantas amigas para o mais básico dia a dia com filhos... Não senhor, hum hum, então se uma pessoa se atira nisto de ser mãe/ pai, tem de assumir as responsabilidades da coisa e não pode sobrecarregar os avós que já tiveram o seu papel nas nossas vidas.

#coraçãoaosestoiros.

POIS.

Bom, o que vale é que eu tenho um anjo da guarda vidente que, sem eu saber, me trouxe para perto da minha mãe aquando do nascimento do primeiro dos meus seis dois filhos. Porque, vou-vos dizer sem qualquer tipo de embaraço ou vergonha, EU PRECISEI DESESPERADAMENTE DA MINHA MÃE! E isto porquê? Porque, amigos, a nossa vida não é fácil. Esta coisa de conciliar os 3589 papéis que temos de desemprenhar impecavelmente, a começar pela dualidade maravilhosa e tão debatida maternidade/carreira emprego, não é para meninos. Somos uma espécie de hulks da vida moderna, só que escanzelados, com olheiras e exaustos, a saltitar de um lado para o outro e sempre em atraso.

Para começar, o nascimento da cria. AHHHHHH, que momento bonito, sim senhores. O cheirinho, as mãozinhas, os barulhinhos, os lacinhos, é tudo muito mágico e maravilhoso, que é, mas depois há detalhes que não sabiamos. Tão básicos como, sei lá, tomar banho. Estão a ver aquela coisa mundana do despe, entra no duche, lava, sai e seca? Pois bem, depois de nos nascer um filho, passa uma verdadeira guerra dos tronos com todas a temporadas a ocorrer em simultâneo. Eu não sabia disto, NINGUÉM ME AVISOU!

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(eu depois de um banho e com o amaciador quase (QUASE) totalmente tirado da crina)

Depois vem tudo o resto. Uma pessoa trabalha, e já se sabe, esta sociedade é muito evoluída e  dada à família, portanto a facilidade de concilar trabalho com creche-doenças-noites mal dormidas-reuniões de pais-doenças-dia da mãe-doenças-dia do pai-consultas-dia da avestruz perneta-doenças - é perfeitamente harmoniosa e fazível.

#soquenão.

Principalmente com aqueles olhares de esguelha e comentário entre dentes - boas vidas, sim senhora! -  de pessoas que entram três horas depois de nós, almoçam em mais duas horas do que nós, quando saímos (vejam bem que coisa estranha) a horas e em modo fúria para uma correria desesperante de fim de dia.

<3

Para além disso. Convenhamos, o papel dos avós no crescimento de uma criança é não somente "útil" mas também aquele açucar necessário para uma infância devidamente equipada de fadas, sopas com pera batida em biberões, massagens na nódoa negra invisível no sofá, 15 meias porque está frio, chuchas fora de horas, e ovos kinder antes do jantar. E é justo. É mais do que justo. Todos nós precisamos dessa magia, principalmente numa era em que os desgraçados dos pais voam de segundo em segundo para conseguir cumprir com tudo.

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(Há melhor coberta do que a encharpe de uma vóvó?)

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(há melhor chapéu do que uma fralda?)

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(ou então a pachorra para tintas num dia de doença com a casa virada de pantanas, um bebé ainda à espera de almoço, e uma noite de três horas de sono?)

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(enfim, perceberam a mensagem, certo?)

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