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Saltos sem altos

Saltos sem altos

O poder das rotinas

14.03.19, Ana sem saltos

Olá. O meu nome é Ana sem saltos e eu sou a BOSS das rotinas.

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(obrigada, obrigada, obrigada)

Esta é uma característica minha, imagino eu que genética, de tal forma me está entrenhada no ADN.

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(eu a planear rotinas com cerca de 8 anos)

Psicanálises à parte, as rotinas podendo parecer uma coisa que sobrecarregam a vida de ... tédio, a verdade é que a mim dão-me segurança. Sou tipo os putos, gosto de saber o que vai acontecer a seguir, embora uma boa surpresa me caia sempre bem no bucho.

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(isto sou eu perante uma surpresa daquelas mesmo boas)

Falando em putos, e contextualizando vossas excelências num pequeno resumo da minha (super fashionable) vida. Tenho dois filhos, uma casa amorosa e (graças a deus) pequenina, um cão, um piqueno jardim, alfaces plantadas, cada filho na sua escola com uma hora de volta para os apanhar aos dois, um já está no 2º ano, trabalho, não tenho empregada, e lidei com muitos anos de privação de sono. Isso faz de mim o quê?

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(eu a pensar que tenho de ir apanhar a roupa antes que caia a cassimbada noturna)

Nada, filhos, faz de mim uma mulher como tantas outras neste mundo.

Cada qual tem as suas armas e a minha para sobreviver ao caos e à perfeita anormalidade do dia apenas ter 24 horas, é a ROTINA. A rotina tem poderes sobrenaturais, principalmente sobre as crianças. Eles barafustam, refilam, levam-me à loucura com aquele filhodamãe daquele "não" sempre na ponta da língua, MAS, a verdade é que saberem, por exemplo, que antes do banho não há brincadeira,  ajuda-os a eles a não levarem sovas diárias, e a mim a conseguir sobrevoar sobre o tempo e tê-los lavados, brincados, cheirosos, jantar pronto e devida mini no bucho antes de começar a berraria do costume "TENHOFOOOOOOME".

Todos os dias acho que não vou conseguir, que não tenho força, ai jesus que porra vem a ser esta da roupa suja se multiplicar à velocidade da luz, e se não eu lhes desse banho, e se jantassemos pistachos, e se eu fechar os olhos e fingir que ESTA REALIDADE NÃO É MINHA LALALALLA? Mas depois consigo. E ainda que de avental, luvas, carrapito no alto da mona, e dores no peito de um ou dez dois gritos, a verdade é que me sinto sempre super poderosa por conseguir... o que toda a gente consegue.

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Não interessa.

Todos os dias é igual mas todos os dias são um desafio. E eles crescem, e crescem, e não tarda têm pelos no peito e rebentam-me com o stock de sagres em casa, por isso é aproveitar as pequenas magias que vão surgindo a meio destas rotinas às vezes catastróficas e duras de levar em frente.

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Eles precisam de segurança, e eu também.