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Saltos sem altos

Saltos sem altos

Vamos falar de treinos?

21.02.19, Ana sem saltos

Alerta: dentro de mim mora uma lontra ociosa, devoradora de imperiais, pão alentejano, queijos e outras iguarias que tal. Não esperem um conteúdo oriundo daquelas ultra mega para lá de espetaculares mulheres de treinam em média 12 horas por dia, e quando despejam a máquina aproveitam para fazer agachamentos.

ir ao ginasio.jpg

(#sóquenão)

Em primeiro lugar, esta nossa era, vou-vos dizer, QUE PRESSÃO! Temos de ser bem sucedidos. E lindos. E acordar de manhã com aquele ar de unicórnio pestanudo dos filtros do instagram (juro que nunca percebi esses filtros, #assumidamentedemodé). E mamamos tofu pitalgado de chia e dizemos #delicious.  E corremos. E fazemos yoga. 

Wow. 

Bom eu não sou nada disso. Para terem uma ideia, quem me conhece desconfia que se não estou a beber uma mini pelo gargalo é porque estou grávida.

(#truestoy, e estava mesmo grávida)

MAS....

Não há como, esta onda saudável apodera-se de nós, e a verdade é que já não vou para nova e, a cima de tudo, fui eu que resolvi assumir a responsabilidade de colocar as duas pessoas mais importantes do universo neste mundo, maneiras que há que tê-los no sítio para levar essa responsabilidade até ao fim com o mínimo de dignidade. 

perder dignidade.jpg

Já tentei algumas vezes ginásios (tipo em 2010 e foi tão traumatizante que nunca mais voltei), também tentei correr (fortíssima, conseguia correr SEM UMA ÚNICA PAUSA cerca de 30 metros seguidos). Depois ainda houve uma fase em que fiz kundalini yoga (escusam, não vou falar disto). Até que descobri, há cerca de um ano atrás, a minha verdadeira vocação nisto de fazer exercício. Ora então aqui vai:

Sou ÓTIMA a andar a pé.

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(Calma.)

Quando digo andar a pé, não é só meter a pochete debaixo do braço para ir ao pão, é mesmo andar a pé. Saio de casa a passo rápido, e ala que se faz tarde durante cerca de 6 kms. Evidente que morar onde moro ajuda, e muito. O ar é fresco, há pardais e vejo o mar como grande recompensa, logo após uma subida dos infernos capaz de empedernir o mais flácido dos glúteos.

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(ei-lo)

Além disso, e para minha grande surpresa, a verdade é que... Adoro. Adoro mesmo, faz-me bem não somente a este corpo moribundo e intoxicado de inércia, mas, e talvez principalmente, à cabeça. E olhem que o turbilhão que às vezes por lá mora não é propriamente fácil de gerir, mas esta coisa que respirar bem fundo e desatar a oxigenar tudo como se não houvesse amanhã, epa tenho de dar a mão à palmatória, e é verdade, aquilo faz realmente muito bem.

Benefícios notados:

1. Já não tenho dores de costas dia sim dia não,

2. Ando mais direita,

3. Não sou a Carolina Patrocínio, mas já noto menos o descair das carnes.

Isto e ainda não endoideci de vez, que é sempre uma coisa boa.

 

 

 

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